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A mostrar mensagens com a etiqueta esperança

Problemas? Para longe com eles!

Olá! Vamos metaforizar? Imaginem-se no meio de um terrível desastre natural. Um descontrolo imenso à vossa volta, a natureza a clamar o seu terreno, destruição maciça sem qualquer controlo, um crescendo de devastação e terror, a alma em alvoroço, o corpo inteiro em pânico. Quando estamos no meio de uma catástrofe, apenas conseguimos sentir desespero, medo, terror, ser empurrados ao capricho das explosões bruscas pelas quais nos sentimos devorados...  Se surgir a oportunidade de nos afastarmos, ao ponto de ver este inferno de fora, mas ainda muito próximos, iremos sentir o mesmo espectáculo de horror, sofrer muita tensão e receio, mas sentir-nos-emos com alguma esperança de não ser engolidos pelo mesmo e desejar poder escapar-lhe.  Se formos capazes de sair daquele cenário dantesco, observando a uma distância segura, seremos capazes de ver o mesmo acidente terrível, por inteiro. Perceberemos que não é interminável, que pode ser contido e que o seu temperamento negr...

Há uma altura em que podemos dizer nunca e sempre

Olá a todos! Estamos numa altura do ano que, geralmente, é muito dura para quem já viu partir pessoas que ama. A luminosidade diminui, o ar está sempre molhado, a alma fica um pouco mais pesada. Novembro irrompe de imediato ao dia 1, como uma chapada intensa bem no centro da nossa realidade. Sejamos ou não religiosos, existe um ritual que, inevitavelmente, assistimos repetido pelas ruas, através do qual somos remetidos para a perda.  Podemos gerir esta dor do luto de forma construtiva? Sim, nós perdemos, porque ganhamos. Então vejamos como.  Nick Cave, a propósito da esmagadora perda do filho, refere que o tempo é elástico. Afirma que conseguimos afastar-nos do evento mas que, a dada altura, o elástico irá rebentar e trazer-nos sempre de volta ao mesmo. Concordo em absoluto com esta perspectiva. É isto que se sente. Quando morre alguém que amamos,