Avançar para o conteúdo principal

Posso melhorar a opinião que tenho de mim próprio?


Ora vamos finalmente inserir informações neste espaço criado para que possamos partilhar acções e sentimentos! Começamos com autoestima, conhecermos e estimularmos a nossa só depende de nós mas afecta a todos! Leiam, ajam, sintam e comentem! Este tema insere-se no Desenvolvimento Pessoal, da sondagem sobre os temas que preferem, o qual mereceu o seu primeiro voto antes de todas as outras áreas, pelo que vai estrear o nosso blog! Falemos então sobre a autoestima! A autoestima é dos melhores amigos que podemos ter quer para sermos mais felizes, quer para tratarmos os outros com mais respeito! Se juntarmos o nosso auto-conhecimento e o nosso auto-respeito, deparamo-nos com a nossa autoconfiança! E se juntarmos a nossa autoconfiança à nossa autoestima, resulta no
nosso amor-próprio! Deste modo é fácil de compreender porque é que a autoestima é um conceito que deve ser tão valorizado! Além de influenciar muitas áreas pessoais, vai definir o quanto nos valorizamos! E cuidar de um factor assim só pode trazer coisas boas!

A autoestima é a opinião e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma. É ser capaz de respeitar, confiar e gostar de si. Um auto-conhecimento ajustado é fundamental, tudo o que fazemos é influenciado pela autoestima, pelo que acreditamos ser!

Existem alguns indicadores que nos permitem verificar que a nossa autoestima está baixa:

  • Insegurança, inadequação. (não me enquadro em lado nenhum, “porque eu só estou bem, onde não estou!”)
  • Perfeccionismo exacerbado. (para compensar o que achamos que está mal!)
  • Dúvidas constantes, incertezas. (que são respondidas pela pressão dos outros, sempre mais correctos do que nós!)
  • Depressão. (dias tristonhos e apenas cinzentos…)
  • Sensação de Inutilidade pessoal. (não sirvo mesmo para nada…)
  • Extrema necessidade de agradar. (assim pode ser que gostem de mim!)
  • Ser incapaz de dizer não. (aceito tudo, pode ser que ajude a integrar-me)
  • Procura de aprovação e reconhecimento por tudo o que faz. (está bem, não está?!?!)
  • Necessidade de se sentir importante para os outros, já que não se sente importante perante si mesmo. (…é muito injusto sentirmo-nos assim, como nos vão achar importantes, se nem nós mesmos achamos?)
Temos de compreender que a autoestima não é um ponto fixo nem na nossa vida, nem em dado momento, apesar de ser estável. Quando somos crianças não temos a capacidade de nos avaliarmos, pelo que a nossa autoestima está dependente do que dizem as pessoas próximas, pais, irmãos, amigos, professores. Na adolescência passamos por uma fase bem complexa em que estamos a formar-nos como adultos, a nossa personalidade vai sendo marcada, o nosso corpo vai (in)surgindo e a nossa vida social começa a ser cada vez mais importante. Nesta fase uma boa autoestima é uma ferramenta ideal para enfrentar as dúvidas, receios, afirmações e complicações. Vemos, então, que a nossa autoestima cresce, diminui, mas quando atingimos um patamar torna-se relativamente estável. Tal como depende das características acima indicadas, também sabemos que existem sentimentos que nos podem pôr a autoestima mais para baixo, por exemplo, a culpa, rejeição, frustração, vergonha, inveja, timidez, medo, insegurança, humilhação, perdas e até dependências.

E uma boa autoestima? O que caracteriza a autoestima elevada? Se é isto que pretendemos, devemos procurar dentro de nós próprios o seguinte:
  • Oferecer e saber receber elo gios e expressões de afecto
  • Diminuição da ansiedade e insegurança
  • Harmonia entre o que se sente e o que se diz
  • Diminuição da necessidade de aprovação
  • Relações saudáveis
  • Maior flexibilidade diante de situações difíceis
  • Autoconfiança elevada
  • Maior amor-próprio
  • Satisfação pessoal
  • Melhor desempenho profissional
  • Sensação de paz interior
Ao lermos estas listas, lá no nosso íntimo, podemos pensar que até nem estamos mal de autoestima, ou, pelo contrário, que pretendemos aumentar consideravelmente a nossa autoestima, porque realmente a vida será melhor desta forma! E mesmo que até estejamos satisfeitos com a nossa actual situação, aprendermos mais e tornarmo-nos melhores é sempre positivo! Ou lembram-se de algo mau que advenha de nos tornarmos pessoas mais ajustadas, tranquilas, felizes e adaptadas a lidar com as mudanças (que hoje em dia lideram a nossa vida!...)? Caso não concordem, digam porquê! A mim soa-me bem! E para que tal possa acontecer, aqui vai uma listinha com estratégias para melhorar a autoestima:
  • Confiar em si mesmo
  • Expressar os seus sentimentos sem medo
  • Ser independente da aprovação dos outros
  • Identificar qualidades, bem como defeitos, respeitando os limites pessoais
  • Reconhecer as próprias conquistas, fazendo auto-afirmações positivas
  • Sentir-se competente
  • Tratar-se com amor e respeito, acreditando que é especial e merece ser amado
  • Manter um diálogo interno
  • Direccionar-se para uma meta e para actividades gratificantes
  • Evitar pensamentos negativos
  • Aprender com a experiência passada
Penso que agora já levantamos o véu gigante que cobre a autoestima! Se houver algo que achem que gostariam de aprofundar é só lançar a ideia! E não se esqueçam que aprendemos muito com as nossas experiências! Porque não partilhá-las? Se todos temos direito a uma opinião, mais vale fazer uso dela! A assertividade (lá iremos!), que surge retratada no video abaixo, é uma expressão saudável da autoestima!

Que dizem a cuidarmos bem da nossa autoestima e a exibi-la desavergonhadamente?



Ajamos sobre o que sentimos, antes que o que sentimos aja sobre nós!
Isabel Filipe

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Gestão das Emoções, suas competências e aspectos

Continuemos a nossa jornada pela Gestão dos nosso sentimentos! Hoje vamos conhecer, aprofundadamente, o modo de gerirmos as nossas emoções, tendo em conta os seus aspectos pessoais e sociais! Mas atenção: Ler é fácil... Difícil é por em prática o que descobrimos. Mas se pensarmos bem, o mero conhecimento da vida não nos permite vive-la, portanto sugiro: porque não experimentar o que vos parecer agradável?

Confiança em si próprio

Auto-confiança! Esta palavrinha pequena, com consequências tão grandes! Com toda a certeza, há dias em que se sentem mais seguros de vocês próprios e outros que parece que não vale a pena afirmarem-se nadinha, pois estão muito incertos que valha a pena partilharem o que quer que seja... Ainda podem conhecer aquelas pessoas, que "muito cheias delas mesmas", consideram que, independentemente de com quem estão, eles sabem mais, conhecem melhor, praticam com mais mestria! Daí que seja tão útil (e mais agradável para a sociedade!!!) termos um nível óptimo de auto-confiança! Para cuidarmos bem de nós e para respeitarmos o outro! Mais à frente iremos aprofundar a

Depressão, a doença da tristeza - Parte 1

Hoje vamos falar sobre uma epidemia silenciosa, que gosta de se camuflar de tristeza. Estar triste é sentir melancolia. Sentir melancolia é pintar a imagem interior com cores sombrias. Tudo o que vemos e pensamos passa por um filtro pessimista, cinzento. Há um grande mal-estar afectivo. As diferenças entre a tristeza psíquica (reactiva) e a tristeza depressiva (sem motivo) são interessantes. A tristeza psíquica deve-se a