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Por uma saúde mental em melhores mãos

Olá a todos! Estes dias publiquei uma crónica nova, na Lifestyle do Sapo, sobre um tema muito importante e que respeita a todos nós, a forma como a saúde mental é apresentada pela comunicação social. Mesmo considerando as excepções, é demasiado frequente assistirmos a peças jornalísticas que, para além de não respeitarem, expõem a vulnerabilidade de pessoas com a saúde mental debilitada, seja por descompensação ou em momentos de fragilidade. Apostemos nesta conversa de modo a que, perante uma crise de saúde mental a instalar-se, juntos percebamos qual a mudança que queremos fazer acontecer. Fica o convite a espreitarem a crónica, clicando abaixo! Por uma saúde mental em melhores mãos, clique aqui

Sentes-te especial? É normal

 O lá a todos! Celebrando a nova imagem deste espaço, menos atafulhada de texto, mais cirúrgica em conteúdo, aproveito para aqui deixar uma crónica escrita por mim. Foi partilhada há algum tempo, mas creio que se mantém sempre pernitente. Está no Megafone, do Público, e para chegar lá, basta clicar em baixo: Sentes-te especial? É normal Cada um de nós prima por um percurso muito especial, não por sermos mais do que qualquer outra pessoa pela unicidade que nos define! Pese o facto de termos alguns traços que nos aproximam, cada um de nós conta uma história bem pessoal. Todas estas realidades são válidas e importantes ao belo e queilibrado sistema de sociedade que construimos em conjunto, diariamente.  "Assim, ser especial pode ser a capacidade de se ir analisando, conhecendo, respeitando e cuidando do que nos realiza, apazigua, alegra e torna plenos. Com gentileza, realismo e proactividade. O nosso percurso é único e é isso que é especial. Dentro da norma de que este superpoder...

Ansiedade, não sei viver sem ti!

Escolhi este tema a pedido porque, embora a ansiedade seja a doença mental mais prevalente ao nível mundial, existem muitas pessoas que se creem aterrorizadamente sós, neste desafio. Por vezes, sentindo-se “loucas”, porque o sentimento pode ser avassalador e a incompreensão agrava o receio de perder o controlo de si mesmo.  Urge normalizar a ansiedade.   Este tema preenche múltiplas enciclopédias, filmes, músicas, sendo talvez apenas destronado para o amor, esse peso pesado. Assim, perante a impossibilidade de abordar tudo o que é pertinente, vou tentar iluminar um micro abc que possa ser a primeira ferramenta para lidar com a ansiedade, mas aviso que será preciso coragem para enfrentar uma má notícia. Prometo que apresentarei igualmente algo bom, que compensará isso!  A ansiedade é um conceito muito mais vasto, complexo e estarrecedor do que aparenta, consegue condicionar vidas inteiras, começando num indivíduo e estendendo-se às suas relações, à sua família, à capacida...

Psicoterapia, esse desporto radical

Olá a todos! Como tenho partilhado fora deste nosso espaço, acho que faz todo o sentido incluir aqui esses artigos. Assim, segue o mais recente! Fazer psicoterapia é um dos maiores actos de coragem e de amor-próprio Como tal, não é para os fracos do coração, nem para pessoas sem juízo, é o preciso oposto disso! Pode ler sobre isso na minha Crónica no Sapo Lifestyle, é só clicar abaixo: O dia em que tive a coragem de me sentar no sofá da terapia Se já se sentou no meu sofá de terapia, é uma enorme honra acompanhar o seu percurso. Se ainda não o fez, será que esta aventura é para si? Estarei disponível, quando quiser dar esse passo! Aguardo o vosso feedback, até breve!

COVID-19: ORIENTAÇÕES

Por uma uma questão de responsabilidade social e de modo a evitar situações de risco, neste momento, as consultas deverão ocorrer, sempre que possível, através de videochamada ou teleconsulta, cumprindo as directrizes da Direcção-Geral da Saúde e da Ordem dos Psicólogos Portugueses . Assim, permite-se um contacto clínico seguro, confidencial, em privacidade, enquanto consegue manter-se uma via directa e clara de comunicação. Em casos urgentes, a serem analisados pontualmente, as consultas presenciais deverão respeitar as seguintes normas: a) Está disponível uma solução antisséptica de base alcoólica, contudo, é obrigatória a lavagem de mãos ao entrar neste espaço , antes de iniciar a consulta; b) É recomendado o uso de máscara, mesmo durante as consultas , a todos os intervenientes; c) Deverá ser respeitada uma distância de segurança entre cliente e terapeuta ; d) A pontualidade é essencial para assegurar medidas de limpeza adequadas entre consultas; ...

Isolamento não é sinónimo de tristeza

Temos vivido dias atípicos, constrangidos a reaprender a viver de outro modo, temporariamente. Urge o cumprimento de planos de contingência, onde devemos respeitar decisões difíceis de tomar, que existem exclusivamente para nossa protecção e, de forma nenhuma, têm a intenção de agravar a ansiedade geral da população. Enquanto meia comunidade continua na rua, correndo riscos obrigatórios no sentido de ajudar a cuidar e proteger, a outra metade está de quarentena, em casa. Tenho recebido muitos pedidos de orientação sobre como lidar com a ansiedade, em ambiente doméstico. Partilho algumas sugestões que, sendo óbvias, podem estar escondidas por baixo do manto da tensão. Estar na posição de isolamento social tem um pendor muito duro e pode levar-nos a pensar que é impossível de gerir. Atentemos que esta medida existe para nossa segurança e não é um castigo. É essencial não avaliarmos estes dias como uma “contagem” . Há quem avalie os dias como sendo dias “de guerra” ou que ao dia...

Problemas? Para longe com eles!

Olá! Vamos metaforizar? Imaginem-se no meio de um terrível desastre natural. Um descontrolo imenso à vossa volta, a natureza a clamar o seu terreno, destruição maciça sem qualquer controlo, um crescendo de devastação e terror, a alma em alvoroço, o corpo inteiro em pânico. Quando estamos no meio de uma catástrofe, apenas conseguimos sentir desespero, medo, terror, ser empurrados ao capricho das explosões bruscas pelas quais nos sentimos devorados...  Se surgir a oportunidade de nos afastarmos, ao ponto de ver este inferno de fora, mas ainda muito próximos, iremos sentir o mesmo espectáculo de horror, sofrer muita tensão e receio, mas sentir-nos-emos com alguma esperança de não ser engolidos pelo mesmo e desejar poder escapar-lhe.  Se formos capazes de sair daquele cenário dantesco, observando a uma distância segura, seremos capazes de ver o mesmo acidente terrível, por inteiro. Perceberemos que não é interminável, que pode ser contido e que o seu temperamento negr...

Entrar, sem cerimónia, nas cores alheias

Imaginem ter permissão especial para entrar nos muros privados de cada pessoa que se senta comigo e que, com coragem e dedicação, discorre sobre descrições do seu mundo, tentando encaixar sentimentos, emoções, momentos, abraços sentidos, histórias que já foram, desejos vindouros, acções pensadas ou lamentadas, beijos impetuosos, trabalhos duros e impossíveis, ócios perigosos ou escolhas intrépidas, ...  O meu trabalho clínico é, indubitavelmente, um privilégio.  Encaixar todas estas vidas dentro de uma pequena noz de hora. Conseguir distinguir o urgente do importante, seleccionar palavras certas e precisas, para que eu seja capaz de uma leitura organizada e completa de um quotidiano  atribulado, cansado, e interrupto.  É um desafio, conseguir estar segura de que a empatia, a escuta activa e a orientação necessárias estão na medida correcta, sem grande margem para erros ou vacilos. É humanamente muito valioso, poder obter o respeito de quem nos procura, na esper...

Desligar para activar: InnSaei

Olá a todos!  O mundo existe, hoje em dia, a uma velocidade estonteante, com todas as ferramentas e actividades que temos disponíveis. Temos de parar e de fazer um esforço real se pretendermos saltar fora deste carrossel hiperactivo e ter um momento de calma. Já para termos um momento de paz interior, temos de fazer mais do que isso.  Vi, recentemente, um documentário que venho hoje sugerir que vejam: o InnSaei ! É uma hora do vosso tempo que, bem interpretada, valerá como muito mais horas de tempo de qualidade com vocês mesmos e com as pessoas que vos rodeiam.  É a história de uma pessoa que se esgota num quotidiano vivido em piloto automático , sempre seguindo a lógica e a racionalidade de uma vida activa de trabalho. Interrompendo-se este ciclo de forma abrupta e forçosa, opta por descobrir como entrou em burn out , percebendo que vivemos submersos no mundo que criamos, em vez de atentarmos no mundo à nossa volta. Não usufruímos de experiências sensoriai...

A vida vai torta... Jamais se endireita

Olá a todos! Em dia de manifestação internacional pelos direitos e melhoria das condições de trabalho, numa união coesa de respeito por todos nós, retomamos a partilha, rumo a um nós mais realizado. Para que consigamos lutar, em amplitude, por melhores condições laborais, ajuda sentirmo-nos aptos, em todas as nossas esferas. A estabilidade e a motivação devem iniciar-se dentro de nós, nesse imenso local que nos confere energia e faculdade de operarmos sobre o que queremos e merecemos. Em dia de luta, vejamos como obter vitalidade mental e física, através da consideração até pelos nossos dias mais tortos. Todos nós temos momentos. Momentos bons, menos bons ou até em momentos que nem conseguimos perceber como estamos. A vida é um autêntico desafio, repleto de outros tantos desafios, que nos brindam com situações delicadas, assustadoras dúvidas e espantosos sucessos ou surpresas. No quotidiano, escolhemos mais as nossas armas, do que a luta onde nos encontramos. Não pretendo dar ...

Todo o tempo do mundo, para ti

Olá a todos! Leio, frequentemente, o mesmo através de livros, artigos e qualquer linha que caia sobre o tema de ser feliz em casal: importa passar tempo de qualidade juntos . Contudo, andamos perdidos num quotidiano que mal nos deixa tempo para inspirar fundo e cheirar as flores, relaxar em frente a um filme interessante, fazer exercício físico, convidar amigos para jantar, levar os miúdos aquela actividade tão interessante, ufa... Na realidade, como é que vamos conseguir encaixar tempo para investir um no outro, conseguir o tal "tempo de qualidade"? Mesmo que se consiga, o que é que fazemos ao certo com ele? Tem de ser um super encontro semanal? Uma escapadinha romântica mensal? Ou um gesto arrebatador a cada trimestre? E a energia... o dinheiro... a motivação para embustes amorosos que, a sermos honestos, pouco acrescentam à relação, a longo prazo... Na realidade, pode parecer que advogo contra esse mesmo tempo de qualidade contudo garanto que isso não é verdade....

Dar e receber devia ser a nossa forma de viver

Olá a todos! Estamos plenamente inseridos na época mais luminosa do ano. Sempre imbuídos de um espírito festivo, conseguimos dividir esta época em dois momentos. A primeira fase, o Natal, tem um sabor agridoce , em que tudo é intenso. Sentimos a vontade de estar com quem se gosta e a vontade de conseguir passar dias a fio sem conflitos, o empenho de oferecer prendas e o mesmo empenho em não se enfiar em superfícies comerciais atafulhadas em cansaço e pressa, o querer comer fartamente e a exigência de não ter consequências de excessos, o desejo de ter tudo pronto a tempo, em simultâneo com o desejo de, simplesmente, esparramar-se num sofá quente a olhar para ontem, um amor a esta fase de fraternidade misturada com umas saudades paralisantes de quem já não podemos dar a mão. É uma fase que nos brinda com sentimentos muito ambivalentes . Como, surpreendentemente, conseguimos fazer um pouco de tudo e um pouco de nada, a verdade é que

Sim, aceito ser feliz (até que a preguiça nos separe)

Olá a todos! O Relatório Mundial da Felicidade de 2017 indica que Portugal, este país à beira mar plantado, encontra-se na 89ª posição de entre os países mais felizes. Curiosidades complementares a este estudo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem 193 países. Nesta contabilização existem alguns senãos ausentes, como a Gronelândia, pertencente à Dinamarca, a República da China ou até países observadores, como o Vaticano ou a Palestina (vamos esperar que o segredo da felicidade não se encerre nestas ausências). Este estudo é feito com aproximadamente 3000 respondentes e 155 países. A Noruega surge como líder , seguida pela Dinamarca (a quem destronou) e a Islândia encerra este pódio da felicidade, sendo que os países nórdicos ocupam cinco das dez primeiras posições. Os países menos felizes são Ruanda, Síria, Tanzânia, Burindi e, por último, República Africana Central. Estas opções não surpreendem, já que, tendencialmente, são locais que passaram por guerra, d...

Texto autocentrado, com pretensões de heteroreflexão!

Olá a todos! Ponderei muito sobre partilhar este tema ou não. Porque este tema sou eu. No entanto, quando a informação que temos pode ser uma linha orientadora para convidar à reflexão, porque não? Somos feitos de limites e de barreiras, bem necessários e construtivos, mas importa que, dentro desses traços haja espaço para respeito, partilha, liberdade e amor. Tentarei escrever com esta máxima em mente porque tento viver assim desde que me lembro de ser gente (e a minha memória tem dias bons, como alguns de vocês saberão!). Recentemente, fui obrigada a ausentar-me do trabalho clínico, durante mais de dois meses. Desde há  (bem...) mais de uma década que não me lembro de isto ocorrer. Mesmo durante o último ano de faculdade, já tinha iniciado consultas, acompanhadas, como uma estagiária bem-comportadinha, mas sempre com muito empenho. Desde aí até ao dia de hoje, que tenho muita dificuldade em pausar o trabalho. Como é que se pausa o acompanhamento a pessoas que nos entrega...

Talvez sim, Talvez não. Aguardemos para saber.

Olá a todos! Então consta por aí que procuramos ser felizes. Que é o epítome dos nossos desejos. De preferência sem grande esforço. Más notícias... A dura verdade é que, se desejamos uma vida plena, saudável, equilibrada e feliz, vamos ter de investir nuns quantos objectivos. Salvaguardo que o conceito de felicidade, amplamente estudado e atafulhado em teorias fundamentais sobre como atingir o nirvana no mesmo, é muito volátil. Não apenas no tempo, oscila mais do que um mar revolto, mas também no que significa para cada um de nós. Tenhamos isso em conta, respeitemo-nos e não vamos regredir na história, fazendo dieta para cabermos em rótulos, magrinhos e pobres de espírito. Cada um saberá investir no que o faz feliz . E ainda bem! Existe aqui um ponto que não podemos descurar. A felicidade não depende do que nos acontece mas  sim da forma como a percepcionamos . Por mais que torça o nariz ao ler esta afirmação, supondo que, num ou noutro momento, não será assim, eu garanto...

Sexo? Sim, muito e com saúde, por favor!

Olá a todos! Em Dia Mundial da Saúde Sexual , é bom ponderar se estamos a investir, saudavelmente, em todos os aspectos da nossa vida. A sexualidade engloba diversos o bjectivos e finalidades,   valências, desejos, formas e feitios, modalidades e experiências e, não obstante, culmina em ser um acto de prazer. Em destaque, é um comportamento associado à autodescoberta, ao eroticismo, ao vínculo, à reprodução, à intimidade, ao lazer, ao desejo de sentir e de ser física e emocionalmente estimulado.  Importa manter uma sexualidade com saúde, respeito, aceitação, curiosidade, protecção, divertimento e a gosto! Assim, em jeito de aprender sempre mais e melhor e mantendo activo o desejo de saber e de praticar, aqui fica um video sobre uma das etapas do bem-estar sexual, o orgasmo: 

Quero viver num parque de ratos

Olá a todos! Foram vocês que pediram mais um vídeo recomendado? Aqui fica um sobre dependência, sobre vínculo, sobre como sermos felizes. Este vídeo, para o qual, lamentavelmente, não encontro legendas em português, é uma pequena apresentação de uma visão distinta sobre a adicção. Habitualmente, a dependência é vista como uma doença que necessita de tratamento e que contamina as relações . Mas e se, na realidade, o inverso tiver uma influência significativa? Eu explico. Aqui vemos como  a ligação entre os seres humanos é saudável e desejada , elucida algumas das formas em que se manifesta e quais as consequências delas.

Há uma altura em que podemos dizer nunca e sempre

Olá a todos! Estamos numa altura do ano que, geralmente, é muito dura para quem já viu partir pessoas que ama. A luminosidade diminui, o ar está sempre molhado, a alma fica um pouco mais pesada. Novembro irrompe de imediato ao dia 1, como uma chapada intensa bem no centro da nossa realidade. Sejamos ou não religiosos, existe um ritual que, inevitavelmente, assistimos repetido pelas ruas, através do qual somos remetidos para a perda.  Podemos gerir esta dor do luto de forma construtiva? Sim, nós perdemos, porque ganhamos. Então vejamos como.  Nick Cave, a propósito da esmagadora perda do filho, refere que o tempo é elástico. Afirma que conseguimos afastar-nos do evento mas que, a dada altura, o elástico irá rebentar e trazer-nos sempre de volta ao mesmo. Concordo em absoluto com esta perspectiva. É isto que se sente. Quando morre alguém que amamos,

Anda a mim, empatia

Olá a todos! Quero partilhar um curto video que recomendo, frequentemente, em consulta. É de uma autora cujo trabalho aprecio bastante, Brené Brown, que aborda temas muito relevantes para nos sentirmos bem connosco próprios e para saber ter relações com saúde e qualidade, tais como a vulnerabilidade, a culpa ou, neste caso, a empatia. Quem me conhece, sabe que a empatia é um tema muito querido para mim. Acredito que a chave de ouro de bons relacionamentos e do crescimento

Venha de lá essa saúde mental!

Olá a todos! Saúde mental é a pedra basilar do bem-estar. Sem saúde mental não há saúde física de boa qualidade e, claro está que a saúde física afecta a saúde mental. Em todas as esferas. Em todos os elementos que nos são próximos. É um conceito tão relevante, de tão grande influência e tão significativo que a urgência é prevenir, para que o cuidar seja mais eficiente. Podemos ver aqui o ponto em estamos nesta eterna preocupação: https://www.publico.pt/opiniao/noticia/saude-mental-a-urgencia-de-uma-reforma-sempre-adiada-1746725 Confesso que partilhar esta notícia no Facebook serviu-me como um